May 19, 2009

:: TOUR AUTO 1970 :: 1 ::

:: XVº TOUR DE FRANCE AUTO 1970 ::

Para esta edição, os regulamentos internacionais foram revistos e os grupos alterados. Foi também o ano onde se viu a equipa Matra inscrever os seus protótipos, o que levou uma imensa multidão a assistir à prova.

INSCRITOS / ALGUNS PARTICIPANTES

> GRUPO 1 – Turismo de Série

ALFA ROMEO GTV 1750
BMW 2002 Ti / 2800
CHEVROLET CAMARO 350 (5,7L, 330cv, 1510Kg) – M. C. Beaumont
FORD CAPRI (V6, 2300cc)
MAZDA R100
NSU
OPEL KADETT (2000cc) / COMMODORE GE/E (6 cil, 2500cc, prep. Steinmetz) – J. Ragnotti


> GRUPO 2 – Turismo Especial

ALFA ROMEO GTAM (200/210 cv, 960 Kg, prep. Autodelta) – B. Darniche, Guy Verrier, Giorgio Pianta, Pierre Dieudonné
ALFA ROMEO GTA 1300
BMW 2002 – Nicolas Koob
FORD CAPRI (V6, 2400cc, Weslake, 220 cv, prep. Neerpach) – J. F. Piot, Rauno Aaltonen
NSU 1000 TTS


> GRUPO 3 – Grande Turismo de Série

LANCIA FULVIA 1300
PORSCHE 911 S


> GRUPO 4/5/6 – GT, Sport e Protótipos

ALPINE RENAULT 1600 – J. P. Nicolas, J. L. Thérier
CHEVROLET CORVETTE (V8, 550 cv, 1300 Kg) – H. Greder
FERRARI 275 GTB
FORD CAPRI (V6, 2600cc, Weslake, 240 cv, 920 Kg – prep. Neerpasch ) – Glemser
FORD GT 40
FORD MUSTANG BOSS (7000cc)
LIGIER JS (V6, 2400cc, 215 cv, 740 Kg) – J. C. Andruet
MATRA-SIMCA 650 – H. Pescarolo, J. P. Jabouille, J. P. Beltoise, P. Depailler, J. Todt
PORSCHE 911 R (2400cc, 245 cv, 800 Kg) – G. Larrousse
PORSCHE 911 (2300cc) – G. Chasseuil (BP Sonauto)
PORSCHE 914/6 – Ballot-Léna. B. Balas
PORSCHE 910 - Poirot

:: O Matra vencedor, JP Beltoise/P Depailler.

:: O sempre espectacular Chevrolet Corvette de Henri Greder.


:: Luta intensa entre os Ford Capri de JF Piot e François Mazet.

:: TOUR AUTO 1970 :: 2 ::

:: O PERCURSO ::

(5000 Km em 12 dias)

1ª ETAPA
Bandol / Albi (450 km)
2 PEC (circuito Paul Ricard e Le Minier)

2ª ETAPA
Albi / Pau (250 km)
1 PEC (circuito de Albi)

3ª ETAPA
Pau / La Baule (675 km)
2 PEC (circuito de Pau, La Coubre)

4ª ETAPA
La Boule / Rouen (450 km)
2 PEC (circuitos de La Boule-Escoublac e circuito Bugatti)

5ª ETAPA
Rouen / Dijon (1110 km)
4 PEC (circuitos de Rouen e Dijon-Longvic e as rampas de Haybes e Ballon D’Alsace)

6ª ETAPA
Dijon / Le Mt. Dore (400 km)
2 PEC (circuito de Magny-Cours e rampa D’Urcy)

7ª ETAPA
Mt. Dore / Aix les Bains (575 km)
4 PEC (circuito de Charade e rampas Mont Dore, Chamrousse e Mont Revard)

8ª ETAPA
Aix les Bains / Nice (625 km)
3 PEC (rampas de Limouches, Mont Ventoux e Ampus)

:: Circuito de Pau. O Porsche vencedor em grupo 3, Jean-Pierre Hanrioud, na frente de outro 911 do suiço Couchet e do Alfa GTAm de Pierre Dieudonné.

:: O Porsche 914/6 de Ballot-Léna na frente dos Matra no circuito de Pau.

:: Jean Ragnotti, Opel Commodore GS/E.


:: O Ligier de J. C. Andruet na frente de um pelotão Porsche e Alpine.

:: TOUR AUTO 1970 :: 3 ::

:: CLASSIFICAÇÃO FINAL ::

1º Beltoise/Depailler – Matra 650 – 10h44m03s
2º Pescarolo/Jabouille – Matra 650 – 10h48m18s
3º Larrousse/Gelin – Porsche 911 R – 11h20m13s
4º Chasseuil – Porsche 911 R
5º Rey – Porsche 911
6º Ballot-Léna – Porsche 914/6
7º Pianta – Alfa Romeo GTAm (1º Grupo 2)
8º Balas – Porsche 914/6
9º Hanrioud – Porsche 911 S (1º Grupo 3)
10º Selz – Porsche 911 S

20º Maublanc – BMW 2002 Ti (1º Grupo 1)
15º Marie-Pierre Palayer – Porsche 911 S (1º Taça Senhoras)

:: Mont-Dore. Arranque do BP Sonauto/Porsche 914/6 de Ballot-Léna. Na partida está outro 914/6, o de Bertrand Bálas. Mais atrás os Matra esperam pela sua vez de subirem.

:: Nas últimas classificativas o bonito (e potente) Porsche 911 R de Gérard Larrousse estava já sem embraiagem. Valia então os dotes físicos do seu navagador para fazer arrancar o bólide!

:: Dois 911 no circuito de Charade, Guy Chasseuil e Jean-Marie Jacquemin.


:: No final a vitória sorriu ao Matra 650 de Beltoise/ Deppailler, navegados por ... Jean Todt!

April 16, 2009

:: TOUR AUTO 1969 :: 1 ::

:: Vamos hoje lembrar como decorreu o XIV Tour de France Automobile de 1969 ::

Esta prova sui-generis, na linha das grandes provas clássicas de automobilismo de estrada (tipo Targa Florio, as Mille Miglia e mesmo a Carrera Panamericana do México), aceitava concorrentes equipados com máquinas desde os simples Turismo até aos Sport e Protótipos. O percurso era realizado em território francês onde aproveitavam os vários circuitos e rampas existentes para obterem a classificação total (PECs tipo rallye). Neste ano os participantes foram mesmo até à Bélgica e à Alemanha para disputarem os famosos circuitos de SPA e Nurburgring (o grande, pois ainda não existia a versão curta!).

Deliciem-se então com algumas imagens (gentilmente cedidas do meu arquivo da LAutomobile).

:: Grande vitória para o Porsche 911 R oficial de Gérard Larrouse / Gelin ::

:: Espectáculo! Larrouse "curva" à frente do brutal Corvette de Henri Greder, uma luta que durou até ao final dos 6 dias de prova ::


:: INSCRITOS / ALGUNS PARTICIPANTES ::

GRUPO 1 – Turismo de Série (38 inscritos)

Classe 851-1300cc
NSU (65cv) - B. Darniche e Claude Swietlik
BLMC COOPER S MK II (75cv)
RENAULT GORDINI

Classe 1301-1600cc
ALFA ROMEO GTV
PORSCHE 912
FORD CORTINA LOTUS

Classe 1600-2000cc
ALFA ROMEO 1750 (130cv)
BMW 2002 – Príncipe Metternich e Koob
OPEL KADETT e REKORD SPRINT

Classe + 2000cc
CHEVROLET CAMARO (6492cc, 370cv) – M. C. Beaumont / Greder Racing
FORD CAPRI (2300cc)
BMW 2002 (2500cc, 150cv)
OPEL COMMODORE GS

GRUPO 2/5 – Turismo e Especiais (26 inscritos)

Grupo 2
LANCIA FULVIA HF
BMW 1600 Ti / 2002 Ti
PORSCHE 911

Grupo 5
BLMC 1300 (1293cc, 115cv) – Paddy Hopkirk
ALFA ROMEO GTA JUNIOR
FORD ESCORT TC
FORD CAPRI 2300 (200cv, prep. Neerpasch)
BMW 1600 Ti (140cv)
BMW 2002 (180cv, prep. Schnitzer)
PORSCHE 911 / 911 S (215cv)
MUSTANG SHELBY (7000cc)

GRUPO 3 – Grande Turismo (20 inscritos)

ALPINE RENAULT 1300 S – J. C. Andruet, J. C. Lefèvre, J. Henry
PORSCHE 911 (195cv) – Ballot Lena, A. Wicky
FERRARI 275 GTB
CHEVROLET CORVETTE (V8, 550cv) – H. Greder

GRUPO 4 e 6 – Sport e Sport Protótipo (22 inscritos)

JIDE (motor Gordini 1300cc, 108cv)
PORSCHE 904 (230cv)
PORSCHE 906
PORSCHE 910 – Neyret, Balas, Jaussaud
PORSCHE 911 R (220cv, 820kg) – Larrousse (oficial Porsche)
LANCIA FULVIA (1584cc) – G. Pianta
TRIUMPH TR 6
MORGAN + 8 (184cv)
FORD GT 40 (4700 e 4900cc)
FERRARI 250 LM


:: O segundo Porsche 911 R ::


:: Marie Claude Beumont utilizou este enorme Chevrolet Camaro com 370 cavalos da Greder Racing Team. Terminou em 11º, mas venceu o Grupo 1 (Turismo de Série) e a ambicionada Taça das Senhoras ::


:: O Ferrari 250 LM afasta-se do Corvette de Greder num dos inúmeros circuitos que percorreram ::

:: TOUR AUTO 1969 :: 2 ::

:: O PERCURSO ::

:: 1ª ETAPA ::
Nice / Nancy
7 PEC (6 rampas e 1 prova de estrada)

:: 2ª ETAPA ::
Nancy / Reims (650km)
2 PEC (circuitos de Nurburgring e SPA Francorchamps)

:: 3ª ETAPA ::
Reims / Dieppe (258km)
1 PEC (circuito de Reims)

:: 4ª ETAPA ::
Dieppe / Vichy (1228km)
4 PEC (circuitos de Rouen, Le Mans/Bugatti e Magny Cours e 1 prova de estrada)

:: 5ª ETAPA ::
Vichy / Albi (800km)
3 PEC (circuitos de Charade e Albi e 1 rampa)

:: 6ª ETAPA ::
Albi / Biarritz (575km)
3 PEC (2 rampas e o circuito de Nogaro)

:: J. F. Piot, Ford Capri ::


:: O melhor dos Alpine Renault classificados ::


:: Um Porsche Carrera 6 cheio de faróis suplementares! ::


:: O único Ferrari 250 LM presente com um pneu sobresselente "na mala"! ::

:: Henri Greder no seu monstruoso Chevrolet Corvette. A vitória escapou por pouco ::

:: TOUR AUTO 1969 :: 3 ::


:: Várias lutas em pista ::
Os Alpine Renault 1300 de J. C. Andruet e J. C. Lefevre; um BLMC Cooper a aproveitar o cone de ar de um Ford Capri e ainda alguns dos muitos Porsche 911 presentes.

:: Outra luta de gigantes 69; Ferrari 250 LM vs. Chevrolet Corvette! ::

:: O Tour Auto permite algumas imagens interessantes; um Ferrari 275 GTB atrás de um pequeno DAF! ::

:: Um belo Morgan + 8 roadster ::

:: Início da luta que se irá seguir nos anos 70 nos Turismos; BMW 2002 vs. Alfa Romeo ::


:: CLASSIFICAÇÃO FINAL ::

1º G. Larrousse – Porsche 911 R – 14h25m51s (1º SP)
2º H. Greder – Chevrolet Corvette – 14h36m35s (1º GT)
3º G. Chasseuil – Porsche 911 – 14h37m47s (1º TS)
4º Ballot-Lèna – Porsche 911 T
5º Egreteaud – Porsche 911 T
6º J. F. Piot – Ford Capri (1º + 2000cc)
7º Mazzia – Porsche 911 R
8º Verrier – Alfa Romeo GTA 1600
9º J. L. Maurin – Alpine 1300 S
10º Portier – Porsche 911
- - -
11º M. C. Beaumont – Camaro (1º Turismo)
14º P. Hopkirk – BLMC Cooper S (1º classe 850-1300; 5º TS)
17º Lamoral – Morgan + 8 (1º classe + 2000cc; 4º SP)
22º Koob – BMW 2002 (1º classe 1600-2000cc; 3º T)
46º Mesange – Fiat 850 S (1º classe até 850cc; 21º T)

March 27, 2009

:: TOUR AUTO SLOT 2009' :: Regulamento ::

:: Regulamento Desportivo ::

A prova pretende ser uma recriação do Tour Auto que permitiu ver nas estradas e circuitos franceses uma enorme variedade de viaturas de competição.

O Tour Auto Slot 09 terá quatro etapas:
1ª Etapa – Clube PT Coimbra
2ª Etapa – OM Slot Pombal
3ª Etapa – Clube Slotcar da Trofa
4ª Etapa – Promoslot Póvoa de Varzim

Em cada Etapa haverá um prova de circuito e provas de estrada.
As provas em circuito consistem em percorrer o maior número de voltas e metros em duas vezes dois minutos nas calhas indicadas pela organização.
As provas de estrada consistem em percorrer um número de voltas específico em cada um dos troços.
A rampa consiste em percorrer o percurso no menor tempo possível.


:: Horários ::

Dia 27 Junho

9h30 – Verificações Técnicas e Entrada em Parque Fechado
10h30 – Início da 1ª Etapa
15h00 – Início da 2ª Etapa

Dia 4 Julho

10h00 – Início da 3ª Etapa
15h00 – Início da 4ª Etapa
21h00 – Jantar e Distribuição de Prémios


:: Verificações Técnicas ::

À entrada em Parque Fechado serão feitas verificações técnicas a todos os carros inscritos. Para além disto podem haver verificações técnicas em qualquer momento da prova, sempre na presença do piloto.


:: Parque Fechado ::

Os carros permanecerão em parque fechado só podendo ser manipulados pela direcção da prova. No final de cada passagem os carros devem voltar ao parque fechado.


:: Carta de Controlo ::

Este documento que acompanha o piloto e o carro, é entregue ao Comisário do troço ou circuito em que o piloto vai participar e serve para registar os resultados.


:: Dorsal ::

Na verificação técnica será aplicado um nº de dorsal adesivo que deverá ser mantido até ao final do rally.


:: Classificações ::

O vencedor de cada prova integrante do Tour Auto receberá 1 ponto, o segundo classificado 2 e assim sucessivamente.
O vencedor final será obviamente o concorrente com o menor número de pontos.
Quando um concorrente não complete uma das provas terá a pontuação do último classificado nessa prova mais 20 pontos.
Em caso de empate no final do Rally, será considerado o melhor tempo do 1º troço, depois o do 2º e assim sucessivamente.


:: Regulamento Técnico ::

Podem participar todos os modelos que representem viaturas que tenham sido inscritas na prova entre 1951 e 1973.
(lista disponível em http://www.tourauto.com)

Os carros serão divididos em 6 categorias:


:: Classe 1 ::

Pré-Históricos

Podem participar os modelos que representem viaturas de rally que tenham participado em provas até 1965.
A carroceria deve ser à escala aproximada de 1/32 e construída em plástico rígido ou resina.
Deve apresentar habitáculo com um ou dois pilotos fixos e tridimensionais. A carroceria e o
habitáculo devem ser apresentados como de origem do modelo.
O chassis também deve ser o original do modelo, sem cortes ou alargamentos. O motor e o seu suporte devem ser os originais. O motor pode estar fixo ao suporte/chassis. A transmissão do modelo deve ser a de origem.
Os eixos e os seus suportes devem ser os originais.
O patilhão deve ser o de origem, sem cortes. Apenas é tolerado o desbaste inferior para efeito de melhor deslize na calha.
As jantes serão as de origem, em plástico.
Os pneus devem ser de borracha negra com uma largura máxima de 7mm. Estes podem sobressair 1mm de cada lado, devido a folgas.


:: Classe 2 ::

Turismo 1300 cc

Podem participar os modelos que representem viaturas de rally que tenham participado em provas até 1973 e que correspondam aos carros inscritos em Turismo até 1300 cc.
A carroceria deve ser à escala aproximada de 1/32 e construída em plástico. Deve apresentar habitáculo com um ou dois pilotos fixos e tridimensionais. A carroceria e o habitáculo devem ser apresentados como de origem do modelo.
O chassis também deve ser o original do modelo, sem cortes ou alargamentos. O motor e o seu suporte devem ser os originais. O motor pode estar fixo ao suporte/chassis. A transmissão do modelo deve ser a de origem.
Os eixos e os seus suportes devem ser os originais.
O patilhão deve ser o de origem, sem cortes. Apenas é tolerado o desbaste inferor para efeito de melhor deslize na calha.
As jantes serão da época do modelo, material livre.
Os pneus devem ser de borracha negra com uma largura máxima de 7mm. Estes podem sobressair 1mm de cada lado, devido a folgas.


:: Classe 3 ::

Turismos

Podem participar os modelos que representem viaturas de rally que tenham participado em provas até 1973 e que correspondam aos carros inscritos em Grupo 1 e 2 na prova recriada.
A carroceria deve ser à escala aproximada de 1/32 e construída em plástico. Deve apresentar habitáculo com um ou dois pilotos fixos e tridimensionais. A carroceria e o habitáculo devem ser apresentados como de origem do modelo.
O chassis também deve ser o original do modelo, podendo no entanto ser cortado.
O motor deve ser de uma marca comercial, sem alteraçoes de rendimento ou magnetismo.
Os suportes de motor são livres.
A transmissão do modelo deve ser idêntica ao original. Material livre.
Os eixos e os seus suportes são livres.
O patilhão é livre.
As jantes serão da época do modelo, material livre.
Os pneus devem ser de borracha negra. Estes podem sobressair 1mm de cada lado, devido a folgas.


:: Classe 4 ::

GT

Podem participar os modelos que representem viaturas de rally que tenham participado em provas até 1973 e que correspondam aos carros inscritos em Grupo 3 e 4 na prova recriada.
A carroceria deve ser à escala aproximada de 1/32 e construída em plástico. Deve apresentar habitáculo com um ou dois pilotos fixos e tridimensionais. A carroceria e o habitáculo devem ser apresentados como de origem do modelo.
O chassis também deve ser o original do modelo, podendo no entanto ser cortado.
O motor deve ser de uma marca comercial, sem alteraçoes de rendimento ou magnetismo.
Os suportes de motor são livres.
A transmissão do modelo deve ser idêntica ao original. Material livre.
Os eixos e os seus suportes são livres.
O patilhão é livre.
As jantes serão da época do modelo, material livre.
Os pneus devem ser de borracha negra. Estes podem sobressair 1mm de cada lado, devido a folgas.


:: Classe 5 ::

Históricos Preparados - Resina

Podem participar os modelos que representem viaturas de rally que tenham participado em provas até 1973.
A carroceria deve ser à escala aproximada de 1/32 e construída em resina. Deve apresentar um habitáculo consistente e opaco e com um ou dois pilotos fixos e tridimensionais.
O chassis é livre.
O motor deve ser de uma marca comercial, sem alterações de rendimento ou magnetismo.
Os suportes de motor são livres.
A transmissão do modelo deve ser às rodas traseiras. Material livre.
Os eixos e os seus suportes são livres.
O patilhão é livre.
As jantes serão da época do modelo, material livre.
Os pneus devem ser de borracha negra. Estes podem sobressair 1mm de cada lado, devido a folgas.


:: Classe 6 ::

Históricos Especiais

Podem participar os modelos que representem viaturas especiais que tenham participado na prova recriada.
A carroceria deve ser à escala aproximada de 1/32 e construída em plástico rígido ou resina. Deve apresentar um habitáculo com um ou dois pilotos fixos e tridimensionais. A carroceria e o habitáculo devem ser apresentados como de origem do modelo.
O chassis é também deve ser o original do modelo, sem cortes ou alargamentos.
O motor deve ser de uma marca comercial, sem alteraçoes de rendimento ou magnetismo.
Os suportes de motor são livres.
A transmissão do modelo deve ser identica à original. Material livre.
Os eixos e os seus suportes são livres.
O patilhão é livre.
As jantes serão da época do modelo, material livre.
Os pneus devem ser de borracha negra. Estes podem sobressair 1mm de cada lado, devido a folgas.

:: Boa sorte ::

March 13, 2009

:: TOUR AUTO SLOT 2009' ::



:: Vão preparando as máquinas. A prova de slot mais excitante deste ano vai ter lugar em Coimbra, Pombal, Trofa e Póvoa de Varzim neste Verão!
Mais novidades, informações e regulamentos brevemente neste local e em www.promoslot.com

May 31, 2007

:: PERFIL 2 ::

:: Continuamos neste espaço a fazer o perfil das pessoas que constituem o SlotClassics. Hoje em conversa com Mário Zagalo, personalidade vincada do slot da região do Grande Porto. Apreciem a entrevista:



Nome: Mário Rui Zagalo de Lima
Idade: 50 anos
Profissão: Conservador/Restaurador, Artista Joalheiro e outras coisas

SC: O primeiro contacto com os slot-cars? Como foi?
A minha descoberta dos slot-cars (gosto mais de dizer carros de pista) aconteceu no velho Bazar Paris através dos fascinantes Cox, Revell, Monogram, Strombecker e Russkit. As possibilidades técnicas, a qualidade mecânica e o design desafiaram as capacidades dum miúdo de 10 anos e determinaram em definitivo o meu encanto pela qualidade na permanente busca da perfeição.

Os primeiros contactos foram através da posse do kit Ford Cobra da Revell, adquirido no último ano em que se passou a fronteira de automóvel para Gibraltar. Lá vi os famosos macacos habitantes do morro, mas, enquanto um olho vislumbrava os ditos cujos, o outro fixava-se intensa e perdidamente na maravilhosa caixa de esferovite e cartão donde sobressaía a pintura do fulgurante automóvel, ladeada por fotos de detalhes técnicos dos componentes do kit.

A pista onde fiz andar o Cobra pela 1ª vez, comprou-ma o meu Pai em Vigo, no mesmo ano. Era uma Scalextric espanhola de 4 calhas, à qual se juntou um conjunto de peças que permitiam um perímetro que cabia no salão com 4x10m da nossa cave. Senti um calafrio quando após a passagem da fronteira, o carocha do meu Pai foi mandado parar por aqueles senhores simpáticos que partiam os dedinhos aos comunistas e chateavam a malta que arrotava umas meras postas de pescada acerca do Gajo que ganhou aquele concurso idiota do Português Mais Fixe. Após algumas infrutíferas negociações entre o meu Pai e os outros gajos amigos do Gajo, fui afinal eu que resolvi a questão, utilizando uma arma de grande precisão e persuasão – berrei cumócarágu e pus o ar mais infeliz do mundo da altura – num é que funciono mesmo. A esta distância concluo que afinal os gajos até que não eram maus rapazes!



SC: E depois, a evolução?
A minha casa passou a ser um verdadeiro centro de vício, onde tudo tinha cabimento, desde corridas de 4 h com os scalextric F1 com motores RX-1, artilhados com tudo o que a mona ditava – condensadores, bobinagens maradas, óleos para dentro do motor até pneus construídos, carroçarias inventadas (qual tuning, qual carapuça, aquilo era design do melhor que há), e muito mais, sendo que os resultados finais destas doutas e aventureiras incursões, expressavam-se muitas vezes em reais e maravilhosos incêndios – era a realidade fotográfica das reportagens da velha Automobile ou Sportauto que passava das paredes do circuito “a cave do zagalo” para o plástico asfáltico da pista. À altura não se falava de adrenalina, dizia-se tão-somente – foooo-da-se, biste aquela méeerda! Que saudades deste tempo em que se praticava o bom português.

Bom, em abono da verdade, havia pelo meio e bem destacado, recortes das musas da Lui e da Penthouse, que tinham o condão (se bem se lembram os rapazes da minha criação) de manter os níveis energéticos ao mais alto nível; excelentes esses verdadeiros compêndios pedagógicos!

A competição nunca foi o meu interesse principal, preferia a construção, a modificação e a componente estética.
Fui frequentador esporádico das pistas comerciais, da Lapa, de Passos Manuel (frente ao Coliseu) e durante as minhas estadias natalícias em Lisboa, costumava ir à pista de madeira do Jardimcinema limpar as palhetas dos Cox, e, que saudades tenho do Cucaracha.

SC: Terá muitas recordações desta época. Quais as melhores?
Para não me repetir e penitenciar-me das extensas respostas anteriores, direi que as melhores recordações foram os episódios já narrados, a camaradagem e a amizade que este entretenimento me proporcionou.



SC: Colecciona muitos modelos, hoje em dia?
Não tenho o espírito do coleccionismo, contudo existem modelos que guardo e que funcionam como referências, sejam réplicas de mitos da competição ou máquinas de boa e grande prestação. Sou daqueles que gosta de sentir no dedo as características e prestações do vários modelos e só isto pode explicar o número relativamente elevado de modelos que já possuí e ainda possuo. Guardo sim, religiosamente, restos de chassis, todo o tipo de parafusos e parafusinhos, porque para além de ser coca-bichinhos sei que algum dia ainda vai ser preciso.



SC: Continua a dedicar bastante tempo aos “carros de pista”?
Actualmente estou parado. Como muita gente sabe, tive muita actividade ao longo dos últimos anos, não tanto na competição mas sobretudo na tentativa de incremento da modalidade. Deu-me muito gozo tudo o que fiz, contudo as desilusões minaram o meu voluntarismo e hoje em dia só me dedico à organização de eventos em que o oportunismo, lucro e o vedetismo não têm lugar. Gosto de ouvir coisas como estas – “gostei imenso, esteve um ambiente leve, cooperante e despretensioso” – chamem-me vaidoso…, mas na verdade eu gosto que a malta curta esta merda e que deixe o doutor e o engenheiro à porta do nosso clube.

SC: Como encara hoje em dia o slot?
Lentamente activo, com períodos de hibernação como é o actual momento, mas sempre a germinar mentalmente no próximo evento (ou antes, acontecimento) do grupo SLOTCLASSICS.



SC: Como prevê o futuro desta modalidade?
Estou plenamente de acordo com a opinião expressa pelo Chico Bianchi na resposta a esta mesma pergunta. Tenho algum receio quanto à prática da modalidade, as pessoas gravitam nos poucos sítios existentes, perdem muito tempo com as imposições de alguns, com a intolerância de outros, critica-se e interpreta-se muito e…, no final (diria à Porto – e na volta a malta afinal quer toda a mesma coisa, salvo algumas ranhosas excepções.
Acho sinceramente que se podia criar outros pólos, eventualmente mais dirigidos para determinadas classes. O cansaço tem sido visível ao longo dos últimos através do afastamento parcial ou total de velhos apaixonados ou doutros mais recentes não menos apanhadinhos que os dinossauros. E em jeito de conclusão, diria que os excessos nunca fizeram bem a ninguém…, e todos os dias o mercado é inundado de novidades!

January 10, 2007

:: PERFIL ::

Vamos aproveitar este blog para ficarmos a conhecer um pouco melhor alguns amantes deste movimento clássico. Iniciamos estes artigos por uma figura bastante conhecida no meio e um dos primeiros impulsionadores do “Slot Classics”.

Nome: Francisco Bianchi de Aguiar
Idade: 47 anos
Profissão: Médico Pediatra



SC: Como foi o seu primeiro contacto com os slot-cars?
FB: Talvez com 10 anos. Nessa altura o meu pai comprou uma pista Jouef (com o Porsche 917 e o Matra 650) para entreter o meu irmão que havia sido operado. Imediatamente fiquei fascinado pelos carros e pelas suas possíveis modificações. A competição veio logo a seguir.

SC: Após esse contacto, continuou a praticar este desporto?
FB: Inicialmente com os meus irmãos - sou o 9º de onze. Só mais tarde iniciei o contacto com outros praticantes. Até lá chegava-me o que tinha em casa, com os irmãos e amigos. Só me estreei mais tarde no Orfeão de Matosinhos, já com 16 anos, numa corrida com um Policar (McLaren F1) em que me classifiquei em 8º.
A partir daí comecei a participar com alguma regularidade.



SC: Como foi a evolução?
FB: Rapidamente evolui para a classe Parma 1/32 e Livre e aí me mantive até aos 25 anos, mas então já na pista do E.V.S., na Promoslot (Póvoa) e outras. Sempre em chapas e ao mais alto nível até que fartei pois não disponha de tempo nem dinheiro para aguentar a parada. E como gostava de ganhar... Devo acrescentar que nessa altura achava os carros de plástico
sem interesse. Quem diria que mais tarde... Após um longo interregno de quase 17 anos deparei com uma pista de slot em Gaia, ao procurar um jipe usado. O bichinho que eu julgava morto e enterrado nunca mais se calou.

SC: Quais as suas melhores recordações - e as piores?
FB: Ainda hoje recordo a corrida inaugural do E.V.S. em que fui convidado pelo João Rodrigues para a sua equipa. Na altura representou para mim a confirmação que se calhar teria algum jeito. Obrigado João! Mais tarde a vitória nas 24 horas no EVS ainda com o João Rodrigues, o Jaime Campos, o meu irmão Carlos e o Carlos Prata.
Recordo com tristeza o fio partido nos últimos minutos da corrida no meu Parma que me fez perder o 1º campeonato de Parmas no EVS para o meu amigo Jaime Campos. Os tempos actuais não me marcam tanto. Mas ainda me divirto muito.



SC: Na sua colecção, guarda muitos modelos?
FB: Apenas guardo o meu chassis flexi-board completo 1/32 que comprei em 1980 ao Tony Hough por 3 contos e com o qual pouco ou nada ganhei. Corria com um induzido GP 20 em pista de plástico. Não sou de todo um coleccionador de slot. De estáticos 1/43 sim.

SC: Continua a dedicar bastante tempo a este hobby/desporto?
FB: Demais. Não há dia em que não procure na Net qualquer coisa relacionada com o slot.



SC: Como encara hoje em dia o slot?
FB: De uma forma mais lúdica e sem ambições de vencer. Começo a apreciar mais a preparação e até o coleccionismo (quem diria). A organização de eventos como este que agora decorreu agrada-me imenso. Mas não pretendo deixar de correr. Apenas correr sem compromisso.

SC: Como prevê o futuro desta modalidade?
FB: Começa a ser assustador a permanente saída de novos carros, novos materais e de novas tecnologias. Tem de haver a preocupação de criar uma contenção de custos, sob pena de a maioria das pessoas se afastar. Eu até já assisti a esse filme nos anos 80... e não gostei.